sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mestrando é premiado em Congresso Internacional de Surdez


Anderson das Neves faz pós-graduação em Psicologia na Unesp de Bauru, com Bolsa da FAPESP, orientado pela professora Ana Claudia Verdu (Unesp)



O mestrando em Psicologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Anderson Jonas das Neves, foi premiado no II Congresso Internacional de Surdez, Implante Coclear, Próteses Auditivas e Cirurgicamente Implantáveis (Hearing), realizado em maio em São Paulo.

O trabalho "Correspondência na Fala em Leitura e em Nomeação de Sentenças em Crianças com Deficiência Auditiva Pré-Lingual Usuárias de Implante Coclear” ficou em primeiro lugar na categoria Fonoaudiologia.

Neves, que tem Bolsa da FAPESP, foi orientado no trabalho pela professora Ana Claudia Moreira Almeida Verdu, da Faculdade de Ciências da Unesp, e pelas pesquisadoras Adriane de Lima Mortari Moret e Leandra Tabanez do Nascimento.

Segundo Verdu, o trabalho é resultado de uma parceria entre unidades da Unesp, da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Carlos, no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE).
"Estudamos o funcionamento simbólico em crianças com deficiência auditiva pré-lingual, isto é, privadas de estimulação sonora, mesmo antes de aprenderem a falar, mas que receberam o implante coclear – aparelho colocado cirurgicamente na parte interna do ouvido e que restabelece a detecção sonora –, portanto necessitam aprender a dar significados aos sons da fala”, disse Verdu.

Na maior parte das crianças usuárias do implante coclear, aprender a ouvir e a falar ocorre incidentalmente pelo uso do implante e pelo estabelecimento de interações verbais com as pessoas. Porém, em uma parcela desta população, as funções de ouvir e de falar não ocorrem no mesmo ritmo.
Verdu explica que as pesquisas têm sido realizadas no processo de reabilitação desses indivíduos e um dos aspectos focalizados é o "treinamento de habilidades auditivas" e as relações que o ouvir estabelecem com o falar.

Mais informações: www.unesp.br/#!/noticia/11167/mestrando-e-premiado-em-congresso-internacional-de -surdez

http://agencia.fapesp.br/17439

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Surdos poderão fazer uso da internet com maior facilidade



Uma ferramenta de apoio ao uso da internet, para surdos, foi desenvolvida na Escola Politécnica (Poli) da USP pelo engenheiro Stefan José Oliveira Martins. O instrumento visa principalmente aumentar a autonomia na utilização de informação virtual. O plugin reúne avatar em 3D, imagens, vídeos, legendas, dicionário e outros recursos para beneficiar surdos.

A dissertação de mestrado CLAWS: uma ferramenta colaborativa para apoio à interação de surdos com páginas da WEB teve a orientação da professora Lucia Vilela Leite Filgueiras. A pesquisa já recebeu alguns prêmios com artigos acadêmicos e de terceiro lugar em uma das categorias do Prêmio Nacional de Acessibilidade Web de 2012.

O que foi desenvolvido é um protótipo de alta fidelidade que está sendo aperfeiçoado. Ainda não há previsão de quando estará disponível aos usuários. A sigla CLAWS, apesar de formar uma palavra em inglês, significa ferramenta Colaborativa de Leitura e Ajuda a Web para Surdos. ”Escolhemos o nome CLAWS para fazer uma referência ao leitor de tela JAWS utilizado pelos cegos. Esperamos que nossa ferramenta faça bastante sucesso também”, explica Martins.

A ferramenta
CLAWS é um plugin que pode ser utilizado no navegador da internet, não dependendo da ferramenta ou funcionalidade do site para prover conteúdo acessível. Em essência, ele é colaborativo, ou seja, depende da contribuição de seus usuários para funcionar. Essa característica foi pensada a partir de observações com um grupo de jovens surdos, o qual apresentou uma notável capacidade de colaboração.

A questão da dificuldade em ler e interpretar a língua portuguesa é resolvida pela utilização de um dicionário de palavras e uma galeria de imagens. Posteriormente, os usuários da ferramenta poderão acrescentar seus comentários nos significados do dicionário. É possível optar pela interpretação da linguagem de sinais realizada por um avatar em 3D, que permite a troca de personagens. Presença de legendas sincronizadas em vídeos e no avatar, controle de velocidade do avatar e a possibilidade aos usuários de anexar vídeos, também são características que, por enquanto, compõem a CLAWS.

Método de pesquisa
As singularidades da comunidade surda exigiu que Martins aprofundasse seu conhecimento sobre ela antes que o instrumento virtual pudesse ser elaborado. Para isso, houve inicialmente um estudo bibliográfico sobre os dispositivos móveis, não-móveis e da vida diária para os surdos, apreensibilidade de informação, entre outros.

A segunda parte da pesquisa consistiu em analisar outras interfaces existentes para surdos. Foram selecionadas 14 delas para buscar diversidade de soluções. A partir disso, Martins elaborou um benchmarketing que permitiu ver os padrões de interação nas interfaces para surdos. Benchmarking é, resumidamente, a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior.

Em seguida, o engenheiro elaborou algumas hipóteses que deveriam ser comprovadas, ou não, por meio de entrevistas pilotos e pesquisa de campo. Nessa fase, pessoas com deficiências e 17 alunos de um programa de aprendizagem profissional para surdos do Colégio Rio Branco, constataram, entre outras coisas, que apenas uma das hipóteses de Martins estava incorreta. O pesquisador contou com a ajuda da intérprete Andréa Venancino na comunicação com os surdos. "Fazer as entrevistas e a pesquisa de campo foi extremamente importante para entender as necessidades dessa comunidade. A concepção de uma solução só faz sentido dessa forma, pensando em quem vai usar. Seguimos o lema: nothing about us without us nada sobre nós, sem nós.”

Considerações e expectativas
As combinações de soluções da CLAWS apresentam maior potencial de interação da pessoa surda com a internet do que ferramentas que segmentam suas funções. Martins menciona que há dez contribuições concretas da CLAWS. Entre elas, a capacidade de reunir as tecnologias que vêm sendo desenvolvidas para a comunidade surda, possibilidade de legitimar essa comunidade, estudar as barreiras encontradas pelos surdos e incentivar a produção de conteúdo para esta comunidade ao lançar uma ferramenta que inclui a participação desse grupo.

Origem
No Brasil, há, aproximadamente, mais de 9 milhões de surdos, segundo dados do Censo Demográfico de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desconhecimento da realidade dessas pessoas foram as principais motivações do engenheiro. Segundo Martins, a legislação não evidencia de forma apropriada o surdo e, mesmo na USP, há poucos estudos que contemplam essa realidade.

Poucos sabem da cultura surda, que é diversificada, possui o uso de uma linguagem de sinais, tem uma alta capacidade colaborativa dentro da comunidade surda e apresenta baixo domínio do português escrito. Além disso, as distinções presentes na própria linguagem de sinal podem ser comparadas à existência de vários dialetos. Quanto ao baixo domínio do português escrito, isso pode ser explicado pelo fato de o português ser apenas a segunda língua dos surdos, já que a forma primária de comunicação é por sinais. "Todos acham que o surdo lê o que está escrito no português, mas não. Isso é um mito. Para os surdos é como se tudo estivesse escrito em outra língua.”

http://www.usp.br/agen/?p=112544

Uma ferramenta de apoio ao uso da internet, para surdos, foi desenvolvida na Escola Politécnica (Poli) da USP pelo engenheiro Stefan José Oliveira Martins. O instrumento visa principalmente aumentar a autonomia na utilização de informação virtual. O plugin reúne avatar em 3D, imagens, vídeos, legendas, dicionário e outros recursos para beneficiar surdos.

A dissertação de mestrado CLAWS: uma ferramenta colaborativa para apoio à interação de surdos com páginas da WEB teve a orientação da professora Lucia Vilela Leite Filgueiras. A pesquisa já recebeu alguns prêmios com artigos acadêmicos e de terceiro lugar em uma das categorias do Prêmio Nacional de Acessibilidade Web de 2012.

O que foi desenvolvido é um protótipo de alta fidelidade que está sendo aperfeiçoado. Ainda não há previsão de quando estará disponível aos usuários. A sigla CLAWS, apesar de formar uma palavra em inglês, significa ferramenta Colaborativa de Leitura e Ajuda a Web para Surdos. ”Escolhemos o nome CLAWS para fazer uma referência ao leitor de tela JAWS utilizado pelos cegos. Esperamos que nossa ferramenta faça bastante sucesso também”, explica Martins.

A ferramenta
CLAWS é um plugin que pode ser utilizado no navegador da internet, não dependendo da ferramenta ou funcionalidade do site para prover conteúdo acessível. Em essência, ele é colaborativo, ou seja, depende da contribuição de seus usuários para funcionar. Essa característica foi pensada a partir de observações com um grupo de jovens surdos, o qual apresentou uma notável capacidade de colaboração.

A questão da dificuldade em ler e interpretar a língua portuguesa é resolvida pela utilização de um dicionário de palavras e uma galeria de imagens. Posteriormente, os usuários da ferramenta poderão acrescentar seus comentários nos significados do dicionário. É possível optar pela interpretação da linguagem de sinais realizada por um avatar em 3D, que permite a troca de personagens. Presença de legendas sincronizadas em vídeos e no avatar, controle de velocidade do avatar e a possibilidade aos usuários de anexar vídeos, também são características que, por enquanto, compõem a CLAWS.

Método de pesquisa
As singularidades da comunidade surda exigiu que Martins aprofundasse seu conhecimento sobre ela antes que o instrumento virtual pudesse ser elaborado. Para isso, houve inicialmente um estudo bibliográfico sobre os dispositivos móveis, não-móveis e da vida diária para os surdos, apreensibilidade de informação, entre outros.

A segunda parte da pesquisa consistiu em analisar outras interfaces existentes para surdos. Foram selecionadas 14 delas para buscar diversidade de soluções. A partir disso, Martins elaborou um benchmarketing que permitiu ver os padrões de interação nas interfaces para surdos. Benchmarking é, resumidamente, a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior.

Em seguida, o engenheiro elaborou algumas hipóteses que deveriam ser comprovadas, ou não, por meio de entrevistas pilotos e pesquisa de campo. Nessa fase, pessoas com deficiências e 17 alunos de um programa de aprendizagem profissional para surdos do Colégio Rio Branco, constataram, entre outras coisas, que apenas uma das hipóteses de Martins estava incorreta. O pesquisador contou com a ajuda da intérprete Andréa Venancino na comunicação com os surdos. "Fazer as entrevistas e a pesquisa de campo foi extremamente importante para entender as necessidades dessa comunidade. A concepção de uma solução só faz sentido dessa forma, pensando em quem vai usar. Seguimos o lema: nothing about us without us nada sobre nós, sem nós.”

Considerações e expectativas
As combinações de soluções da CLAWS apresentam maior potencial de interação da pessoa surda com a internet do que ferramentas que segmentam suas funções. Martins menciona que há dez contribuições concretas da CLAWS. Entre elas, a capacidade de reunir as tecnologias que vêm sendo desenvolvidas para a comunidade surda, possibilidade de legitimar essa comunidade, estudar as barreiras encontradas pelos surdos e incentivar a produção de conteúdo para esta comunidade ao lançar uma ferramenta que inclui a participação desse grupo.

Origem
No Brasil, há, aproximadamente, mais de 9 milhões de surdos, segundo dados do Censo Demográfico de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desconhecimento da realidade dessas pessoas foram as principais motivações do engenheiro. Segundo Martins, a legislação não evidencia de forma apropriada o surdo e, mesmo na USP, há poucos estudos que contemplam essa realidade.

Poucos sabem da cultura surda, que é diversificada, possui o uso de uma linguagem de sinais, tem uma alta capacidade colaborativa dentro da comunidade surda e apresenta baixo domínio do português escrito. Além disso, as distinções presentes na própria linguagem de sinal podem ser comparadas à existência de vários dialetos. Quanto ao baixo domínio do português escrito, isso pode ser explicado pelo fato de o português ser apenas a segunda língua dos surdos, já que a forma primária de comunicação é por sinais. "Todos acham que o surdo lê o que está escrito no português, mas não. Isso é um mito. Para os surdos é como se tudo estivesse escrito em outra língua.”

http://www.usp.br/agen/?p=112544



Fonte: Agência USP de Notícias - Mariana Grazini

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Especialista dá dicas a professores de alunos com deficiência múltipla ou surdocegueira


Shirley Maia, diretora da Associação Educacional para Múltipla Deficiência (Ahimsa), esteve no primeiro encontro do Fórum Regional de Surdocegueira e Deficiência Múltipla, no dia 23 
 20120823im3r_forum_surdocegueira_michida_1890_01Como educar uma criança ou adolescente surdocego ou com deficiência múltipla? Essa dúvida esteve presente no I Fórum Regional de Surdocegueira e Deficiência Múltipla, realizado pelo Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado e que percorrerá dez regiões do Estado até dia 25 de outubro.
Essas e outras dúvidas dos educadores foram respondidas por especialistas e por pessoas que convivem com essas deficiências. Entre elas, está a pedagoga e diretora da Associação Educacional para Múltipla Deficiência (Ahimsa), Shirley Maia. Durante sua apresentação, Shirley falou sobre as necessidades educacionais desses estudantes e deu dicas sobre como lidar com essas questões. Confira algumas delas: 
Experimentação
A pedagoga explica que é necessário incentivar a autonomia desses alunos. Uma forma de fazer isso é permitir que eles experimentem mais durante as atividades. “O professor não deve entregar nada pronto para esse aluno. Eles precisam experimentar e fazer as tarefas sozinhos, pois é dessa forma que eles irão aprender”, afirma.
Percepção do aluno
Um dos pontos destacados por Shirley é a necessidade de respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança. De acordo com ela, a forma como esses alunos respondem às atividades pode variar muito de caso para caso. “É preciso respeitar a individualidade e dar o tempo necessário para que cada criança aprenda”, explica.
Aproximação
A especialista afirma que existem formas para permitir que os alunos surdocegos ou com deficiências múltiplas conheçam a pessoa que se aproxima. A dica é não ser invasiva e usar suas características para facilitar o reconhecimento. “No meu caso, por exemplo, eu sempre utilizo o mesmo perfume, que passo nos pulsos, e já se tornou marcante para eles”, conta.
Ainda segundo a pedagoga, é necessário que o professor que trabalha com esses alunos tenha facilidade para a aproximação tátil.
20120514_escola_alunos_braille_rlasci_03_285Formas diferentes de aprender
Shirley explica que, para os alunos surdocegos ou com deficiências múltiplas, existem formas diferentes de aprender e de se comunicar. “Eles irão aprendem muito com o tato, com o olfato e, para aqueles que ainda têm um pouco da visão, com o resíduo visual”. De acordo com a especialista, o professor deve observar qual o meio de comunicação ao qual a criança se adapta melhor para utilizá-lo em seu aprendizado.
Trabalho com a família
O contato entre professor e família é fundamental, ressalta Shirley. O trabalho conjunto pode auxiliar o aprendizado da criança e, também, pode orientar os pais no contato com seus filhos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Estado estabelece política pública para atendimento a alunos superdotados



Resolução para identificação e atendimento de estudantes com altas habilidades foi publicada hoje (08/08) no Diário Oficial do Estado
Novas normas incluem a aceleração de estudos das crianças ou dos adolescentes com superdotação

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo estabelece, a partir de hoje (08/08), uma política pública para o atendimento de estudantes com altas habilidades/superdotação. As novas normas, que constam em resolução publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial do Estado, possibilitam o processo de aceleração de estudos para alunos superdotados.
        O documento institui ainda critérios e procedimentos para subsidiar as escolas da rede estadual de ensino na identificação desses estudantes.   Devem ser considerados pelas unidades escolares alunos com altas habilidades aqueles que, em suas atividades, demonstrem potencial elevado e grande envolvimento com áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas, como a intelectual e acadêmica, psicomotora, de liderança e de criatividade, associadas a um alto grau de motivação para a aprendizagem e para a realização de tarefas e assuntos de seu interesse.
         As crianças e os adolescentes com essas características devem ser matriculados em classes comuns das escolas estaduais, no Ensino Fundamental ou Médio, que têm de oferecer atendimento adequado às necessidades educacionais constatadas em avaliação pedagógica realizada pela unidade de ensino.
         De acordo com a resolução, a aceleração de estudos só pode ser feita se o pedido for formalizado pelos pais ou responsáveis, por requerimento dirigido à unidade escolar, que ficará encarregada de orientar os solicitantes.
         A oportunidade de aceleração de estudos só pode ser indicada pela equipe gestora se os índices de desempenho obtidos pelo estudante nas avaliações se destaquem pelo grau de excelência alcançado; se houver atestado de avaliação psicológica, feita por profissionais experientes nessa área, que comprove que, além de altas habilidades, o aluno possui maturidade emocional compatível com a faixa etária do ano indicado, além de parecer pedagógico que ateste o esgotamento e a ineficácia das medidas de enriquecimento curricular.
         O estudante que atender aos critérios acima descritos será matriculado em ano ou série correspondente a, no máximo, dois anos posteriores do segmento de ensino em que esteja matriculado, visando preservar o desempenho escolar e a maturidade emocional da criança ou do adolescente.
Independentemente de avaliações psicológicas e pedagógicas, o aluno com idade para o ingresso no Ensino Fundamental será matriculado sempre no 1º ano do ciclo I. Nesse caso, os estudantes podem avançar de ano após participar, no 1º bimestre do ano letivo, de avaliação para reclassificação.
          A resolução publicada hoje também visa oficializar alguns critérios adotados pela Pasta para atendimento de alunos com altas habilidades/superdotação, como o aprofundamento e enriquecimento curricular que promovam, em horário de aula ou turno diverso, o desenvolvimento de atividades voltadas às potencialidades e interesses apresentados pelo estudante e aos demais programas e projetos da Secretaria.

Formação continuada
         A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo conta, desde 2006, com o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação, vinculado ao Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Cape). Por meio de capacitações realizadas pelo setor, cerca de 11,6 mil educadores das 91 diretorias regionais de ensino do Estado já participaram de formação para atendimento a alunos com altas habilidades.
        Ainda com o objetivo de orientar os profissionais da rede estadual, o Cape lançou, em 2008, o livro “Um Olhar para as Altas Habilidades: Construindo Caminhos”, que deve ter sua segunda edição publicada ainda neste ano.
Todas essas ações resultaram no aumento, nos últimos anos, do número de alunos identificados com altas habilidades/superdotação na rede estadual de ensino. Enquanto em 2006 eram 79 os estudantes identificados, neste ano são 674.

São Paulo, 8 de agosto de 2012
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Assessoria Imprensa
Mais informações à imprensa: (11) 3218-2061 e 3218-2020

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Brasil tem 45,6 milhões de deficientes



O Censo 2010 divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE aponta que 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira. A maior parte delas vive em áreas urbanas - 38.473.702, ante 7.132.347 nas áreas rurais. E mostra ainda que são muitas as desigualdades em relação aos sem deficiência. A deficiência visual foi a mais apontada, atinge 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motora (7%), auditiva (5,1%) e mental ou intelectual (1,4%).
A taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais entre as que têm deficiência é de 81,7% - mais baixa do que a observada na população total na mesma faixa etária, que é de 90,6%. A Região Nordeste tem a menor taxa de alfabetização entre os que declararam alguma deficiência - 69,7%. E também a maior diferença em comparação com a taxa da população total (81,4%).
O Censo 2010 mostra ainda que há diferença significativa no nível de escolaridade entre pessoas com deficiência e a população geral - 61,1% da população com 15 anos ou mais com deficiência não têm instrução ou tem apenas o fundamental incompleto. Esse porcentual cai 38,2% para as pessoas sem deficiência.
No mercado de trabalho também há diferenças importantes. Dos 44 milhões de deficientes que estão em idade ativa, 53,8% estão desocupados ou fora do mercado de trabalho. A população ocupada com pelo menos uma das deficiências investigadas representava 23,6% (20,3 milhões) do total de ocupados (86,3 milhões) - 40,2% tinham a carteira de trabalho assinada; na população geral, esse índice é de 49,2%.
O porcentual de trabalhadores com deficiência que trabalha por conta própria (27,4%) e sem carteira assinada (22,5%) também é maior do que o registrado no total da população, de 20,8% e 20,6%, respectivamente.


Fonte: Estadão

quinta-feira, 29 de março de 2012

Prefeitura oferece beneficio às pessoas com deficiência


A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio da Secretaria de Saúde e Assistência Social, atendendo a Lei Municipal 5.145/2010 e o decreto que a regulamenta, ambos baseados na lei nacional, concede o benefício do cartão gratuidade para transporte público municipal para pessoas com deficiência. Esse benefício isenta ao pagamento da tarifa de transporte coletivo de passageiros nas linhas municipais.

Os deficientes, comprovados por laudo médico, que solicitarem o benefício na Secretaria de Saúde têm o direito à gratuidade do transporte. E os acompanhantes dos mesmos, que estudam na Apae ou no Nap (Núcleo de Apoio Psicopedagógico), também tem direito ao benefício. 

A Secretaria de Saúde realiza um procedimento para verificar a necessidade do deficiente e concede o auxílio, e se for o caso, também ao acompanhante do mesmo.

“As pessoas que se sentirem prejudicadas devem entrar com um requerimento, no Protocolo da Prefeitura de Pinda, nele deve ser anexada a indicação médica com as necessidades do deficiente, a partir dai segue para a Secretaria de Saúde, onde vamos analisar se o beneficio será concedido também ao acompanhante”, conclui a secretaria de Saúde e Assistência Social, Ana Emília Gaspar.

AUXÍLIO TRANSPORTE EM OUTROS CASOS

As pessoas que estão em tratamento de saúde, após análise da Secretaria de Saúde e Assistência Social, podem ser beneficiadas com créditos no cartão de transporte. Profissionais da Prefeitura analisam caso a caso e são colocados créditos no cartão do paciente, para que ele possa fazer o tratamento.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Congresso faz sessão pelo Dia Internacional da Síndrome de Down


Senadores e deputados fizeram nesta quarta (21) uma sessão especial pelo Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi reconhecida em novembro do ano passado pela Organização das Nações Unidas (ONU) após iniciativa do governo brasileiro.
A sessão especial foi de iniciativa do deputado Romário (PSB-RJ) e do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ambos pais de crianças com a síndrome.
Autoridades e parlamentes durante a sessão do Dia Internacional da Síndrome de Down (Foto: Jane de Araújo / Agência Senado)Autoridades e parlamentares durante a sessão do Dia Internacional da Síndrome de Down (Foto: Jane de Araújo / Agência Senado)
Romário fez um discurso emocionado e disse que, depois do nascimento do filho, se tornou uma "pessoa melhor, não só hoje, como político, mas como ser humano".
“Nós, que nos achamos superiores a vocês [portadores de Down], na verdade, somos ninguém. Não sabemos o que vocês são na sociedade porque não temos convivência com vocês”, declarou.
O deputado e ex-jogador de futebol elogiou atitude da Fifa, que, segundo ele, cederá 62 mil ingressos para pessoas com deficiência assistirem gratuitamente aos jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Serão 500 ingressos por jogo, de acordo com Romário.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

São Vicente ganha playground para crianças especiais


playground criança cadeiranteSão Vicente ganhou, nesta quinta-feira, três brinquedos adaptados para crianças com necessidades especiais na Praça 22 de Janeiro, ao lado da Academia da Melhor Idade.
Os equipamentos passaram por vistoria do Conselho Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência Física de São Vicente (Condef), que avaliou e aprovou a liberação dos brinquedos para uso da comunidade.
O presidente da Codesavi, Marcio Papa, destaca que o projeto é uma extensão da academia que já existe no local. “Ao ver o sucesso da Academia da Terceira Idade, resolvemos ampliar a ideia, e chegamos às crianças portadoras de necessidades especiais. A partir de agora, elas podem brincar com segurança, como todas as outras crianças que frequentam a Praça”, explica.
Para o prefeito de São Vicente, Tercio Garcia, esta é uma oportunidade de reforçar a inclusão. “Estes equipamentos são de uso preferencial para os portadores de necessidades especiais, mas nada impede que outras crianças utilizem também. Inclusive, eles foram projetados para que ambas brinquem juntas”.
Fonte: Jornal a Tribuna

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Projeto prepara professores para o ensino de ciências em Libras

Material didático escasso e professores despreparados estão entre as principais dificuldades enfrentadas pelos alunos surdos em sala de aula. Para atender a essa demanda, um projeto da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP) introduz docentes de ciências à Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e estuda novas maneiras de levar o conhecimento aos estudantes. 

Coordenado pela professora do curso de Licenciatura em Ciências Naturais Valéria Cazetta e com monitoria do universitário Rafael Dias Silva, o projeto Libras: Um universo silencioso ensina gratuitamente a linguagem dos surdos aplicada ao ensino de ciências para professores e alunos da USP e da rede municipal e estadual de ensino de São Paulo. 

As aulas são divididas em duas etapas. A primeira, aberta à comunidade da USP Leste e região, serve de introdução à Libras e já capacitou cerca de 150 pessoas, entre professores da educação básica, funcionários e alunos da instituição e policiais. A segunda tem como objetivo preparar professores de ciências para dar aulas na linguagem dos sinais. 

Ainda que o profissional tenha a ajuda de um intérprete em sala de aula - o que é recomendado por especialistas -, ele deve dominar a linguagem de sinais. É o que afirma a coordenadora do projeto. "Em uma sala de ouvintes e surdos, o professor precisa compreender as necessidades dos dois grupos. Mesmo que ele seja auxiliado por outro profissional, deve saber a melhor maneira de se comunicar, além de conhecer as diferentes linguagens para o ensino", ressalta Valéria. 

Para a coordenadora, não basta apenas formar professores, mas também é preciso produzir e adaptar materiais didáticos tanto em português quanto em Libras. "Esse é um grande problema, porque simplesmente não existe material bilíngue para o ensino de ciências, geografia, história e outras áreas do conhecimento. O cuidado com a linguagem visual deve ser grande, pois a visualidade é primordial no aprendizado do surdo", diz. 

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA
Ao lado da professora Verônica Marcela Guridi, da USP Leste, e da ONG Mais Diferenças, coordenada por Carla Mauch, Valéria tem pesquisado as principais carências da área. Nas reuniões de pesquisa, participam quatro ou cinco surdos e um intérprete em Libras formado em ciências. "Em uma de nossas reuniões, um biólogo ministrou um aula sobre corpo humano. A aula foi traduzida simultaneamente em Libras pelo intérprete formado em ciências. O professor lançou mão tanto do modelo do corpo humano em três dimensões, quanto de desenhos feitos na lousa. Os surdos interrompiam a aula a todo instante, porque a qualquer ‘ruído‘ na comunicação gestual do intérprete e na comunicação visual do professor que impedisse a compreensão daquilo que estava sendo ensinado, eles se manifestavam. Daí, notamos a importância de um grupo multidisciplinar", exemplifica.

Quando a sala de aula reúne ouvintes e surdos, as exigências são ainda maiores. E a professora alerta: as escolas não estão preparadas para atender a essas demandas. "Além de o professor dominar a linguagem de Libras, é importante que ele tenha um intérprete, pois está atendendo a dois públicos com necessidades diferentes. É difícil trabalhar neste contexto não convencional. A inclusão de pessoas com surdez na escola regular exige a busca de meios para beneficiar a participação e aprendizagem dos surdos tanto na sala de aula como no Atendimento Educacional Especializado", afirma. 

Agora, Valéria se dedica à pesquisa para produção de material didático bilíngue, em Libras e português. O curso de extensão sobre Libras nas Ciências seguirá com aulas gratuitas e abertas à comunidade. Informações sobre módulos e inscrição estão disponíveis no site www.librasnaciencia.com.br. 

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2010, 71.283 alunos deficientes auditivos, surdos e portadores de surdez e cegueira estiveram matriculados na educação básica. Esse número se divide entre educação especial (escolas especializadas e turmas ou classes especiais no ensino regular) ou classes comuns, que reúnem estudantes ouvintes e surdos. Os números finais referentes a professores ainda não divulgados pelo instituto, mas dados preliminares apontam que, no ano passado, 25.847 profissionais ministravam aulas em classes especiais e escolas exclusivas, enquanto 694.350 se dedicavam a classes comuns de educação especial. Essas informações se referem a professores que trabalham com portadores de diversos tipos de deficiências - entre elas, a surdez. Até 2015, todos os cursos de licenciatura e pedagogia do Brasil serão obrigados a contratar um profissional de Libras, que auxiliará na formação dos futuros profissionais da docência da educação básica.

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5546794-EI8266,00.html

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Comissão amplia oferta de educação especial



A oferta de educação especial, considerada dever constitucional do Estado, deverá iniciar-se na faixa etária de zero a cinco anos, durante a educação infantil, e ter continuidade "independentemente da idade e da etapa escolar do educando". A medida consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 589/11, de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), aprovado nesta terça-feira (25) em decisão terminativa da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

O projeto, que teve como relator o senador Paulo Paim (PT-RS), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que atualmente apenas estabelece a data de início da oferta da educação especial. Além disso, o projeto determina que os sistemas de ensino assegurem aos alunos com necessidades especiais uma avaliação de suas necessidades específicas de desenvolvimento por equipe multiprofissional da escola e, quando necessário, em parceria com o Sistema Único de Saúde. Além disso, deverá haver interação com a família sobre o tipo de atendimento a ser oferecido.

Em seu voto favorável, Paim observa que a inclusão de alunos com necessidades especiais tem sido realizada "sem critérios" e sem considerar condições mínimas para o seu sucesso, inclusive no que se refere aos espaços físicos e à preparação de professores.

Esse arremedo de inclusão, em que as famílias nem sequer são consultadas, tem causado transtorno aos sistemas de ensino, aos professores e aos pais - afirma Paim.

http://www.senado.gov.br/noticias/comissao-amplia-oferta-de-educacao-especial.aspx

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TESTE DA ORELHINHA

A campanha do Teste da Orelhinha priorizou a divulgação da Lei 12.303/10, que obriga os hospitais e maternidades a realizarem o exame gratuitamente nas crianças nascidas em suas dependências. Além de tornar o teste mais conhecido, o objetivo da campanha foi fazer com que os pais tomassem conhecimento do direito assegurado pela lei a seus filhos recém-nascidos. O que se espera é que hospitais, maternidades e clínicas sejam mais requisitados pelo público a cumprirem a lei, já que grande parte deles ainda não possui equipamento e profissionais necessários para a realização do exame.

A campanha foi criada pelos servidores da Casa e produzida nos estúdios da TV Senado e da Rádio Senado. O material de divulgação da campanha inclui VT, spot de rádio, cartaz, anúncio e folders para os pais e para os profissionais de saúde. As peças estão disponíveis no site www.senado.gov.br/testedaorelhinha , além de serem veiculadas na TV Senado, Rádio Senado, Jornal do Senado e Portal de Notícias da Casa.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Adoção e escolarização de crianças com deficiência é tema de pesquisa de estudante da UFSCar

Identificar famílias que tenham adotado crianças com deficiência e saber como estes pais colaboram com a escolarização dos filhos é o tema principal do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Aline Mercez Silva, estudante do curso de Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O trabalho tem orientação da professora Márcia Duarte, do Departamento de Psicologia da Instituição.

A escassez de trabalhos que abordam a escola e a adoção de crianças com deficiência foi a motivação para que Aline escolhesse este tema para sua pesquisa. "A falta de material sobre o assunto transmite a ideia de que escolarização e adoção de crianças com deficiência são assuntos dispersos, o que não é verdade, pois a família é um dos fatores principais que contribui para o desenvolvimento positivo do processo de aprendizagem dos alunos", relata a estudante. 

Em um total de 30 alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Carlos, local da pesquisa, um terço destes, ou seja, dez crianças, possuem pais adotivos. "Depois de levantar este número, apliquei uma pesquisa qualitativa por meio de questionário", explica. Os resultados irão apontar quais os motivos que levaram estes pais a adotarem crianças com deficiência, como está ocorrendo o processo de escolarização destes alunos e também como a participação dos pais pode influenciar no aprendizado. 

Depois do TCC, Aline pretende fazer iniciação científica voluntária sobre o tema. A pesquisa ainda está em andamento e com a conclusão, a estudante busca trazer uma nova visão sobre este processo de adoção e de escolarização de crianças especiais. 

O trabalho foi apresentado na última quarta-feira à tarde, dia 28/9, durante a 9ª Jornada Científica e Tecnológica da UFSCar. Mais informações sobre a Jornada podem ser obtidas no site www.jornada2011.ufscar.br e, sobre a pesquisa, pelo e-mail aline-mercez@hotmail.com. 

www.comunicacao.ufscar.br

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Acompanhado por cão-guia, deficiente visual aprova acessibilidade do Rock in Rio 2011

A reportagem do UOL levou o lutador de jiu-jítsu francês Nicolas Plessis, que é deficiente visual, para testar o Rock in Rio 2011 no quesito acessibilidade. Nicolas, que evita frequentar esse tipo de evento porque pode ser perigoso para seu cão-guia, aprovou os serviços e o acesso oferecido pelo festival.



Nicolas foi acompanhado por Esti, uma cadela guia da raça labrador, de dois anos de idade, e não teve problemas para passar pelas barreiras de acesso do Rock in Rio, nem na própria entrada do festival. O deficiente foi de táxi e andou o mesmo trajeto do público, cerca de 1,5 km, até a entrada do festival. Um segurança do festival o acompanhou e o orientou durante o trajeto.
Para entrar no Rock in Rio, Nicolas usou a mesma entrada que o público, mas precisou passar por uma roleta em separado. A única crítica fica para as lanchonetes do evento, que não tinham cardápio em braile para oferecer ao deficiente.
Das atrações do festival, Nicolas disse ter interesse em ouvir Shakira, Stevie Wonder e Lenny Kravitz no palco. "O importante na vida é a percepção. As pessoas 'normais' veem os shows com olhos, os cegos percebem com a orelha. Escutar um artista ao vivo é melhor do que curti-lo no rádio", acrescentou o lutador, que vive há 3 meses no Brasil e tem um sonho: abrir, no Rio de Janeiro, uma escola para treinar cães que servem de guia para deficientes.
Fonte: UOL

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cerca de 200 mil jovens com deficiência estão fora da escola, diz MEC


Quase metade das crianças e adolescentes (48%) com algum tipo de deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão fora da escola. A proporção equivale a cerca de 200 mil jovens que deveriam estar estudando, mas não conseguiram vaga nas escolas ou as famílias não efetuaram a matrícula.
Os números são do Ministério da Educação (MEC) que hoje (21) lançou em Brasília a 2ª edição do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. De acordo o ministro Fernando Haddad, o grande contingente é fruto de problemas culturais (as famílias não têm a compreensão da necessidade e do direito de as pessoas com deficiência estudarem) e também da “falta de iniciativa” do Poder Público local.
Haddad espera que as secretarias de Educação dos Estados e dos municípios busquem as crianças e os adolescentes que não estão na escola. “Eu tenho o cadastro de todas as crianças que recebem por lei um salário mínimo em virtude de uma deficiência [o BPC]. Eu tenho esse cadastro [da Previdência Social] e cruzo com o do MEC. Se eu não encontro a criança matriculada, eu tenho que visitar essa criança”, recomendou o ministro ao salientar que a busca ativa está sendo feita desde 2008. “Cem mil crianças já foram resgatadas com esse processo, nós temos que buscar essas 200 mil.”
De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Cláudia Pereira Dutra, muitas famílias têm medo de perder o benefício ao matricular os filhos porque, na visão dessas pessoas, a frequência escolar seria a comprovação de que não existe invalidez. Cláudia afirma que não há essa possibilidade e esclarece que a Constituição Federal (Artigo nº 205) determina que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família”.
“Esse recurso [do BPC] é para promover a qualidade de vida das pessoas, entre eles, o exercício do direito à educação”, salientou.
Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais (com equipamentos, mobiliários, material para atendimento especializado) foram instaladas nas escolas públicas (investimento de R$ 150 milhões). Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas (construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros).
Na opinião da secretária, além da adequação física e da formação dos professores, é fundamental a compreensão dos profissionais que atuam nas escolas de que muitas pessoas com deficiência necessitam do apoio de um acompanhante permanentemente – como parentes que possam ficar na escola para ajudar em atividades em sala, na locomoção, na alimentação e no uso dos banheiros.
No ano passado, escolas públicas de 420 municípios de todo o país inscreveram 713 iniciativas para concorrer ao Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. Uma escola em cada região foi premiada. Este ano, o prêmio terá três categorias: escolas públicas (para experiências pedagógicas exitosas); secretarias de Educação (para gestão do sistema de ensino que gere inclusão); e estudantes de escolas públicas (para texto narrativo sobre o tema A Escola Aprendendo Com as Diferenças, que deve ser elaborado por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio). O primeiro colocado recebe um notebook.
As inscrições devem ser feitas até 31 de dezembro no site do MEC. Além das três categorias, a premiação fará menção honrosa à experiência pedagógica de educação infantil. “O estímulo nesta fase é fundamental para que o aluno não tenha dificuldade de adaptação no futuro”, aponta a secretária Cláudia Pereira Dutra.

Fonte: UOL

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Universitário com paralisia cerebral publica livro de poesias em Curitiba




O jovem Marcio Sakyo Poffo Taniguti, 23, nasceu com paralisia cerebral, que lhe comprometeu os movimentos do corpo e da fala. Os obstáculos, no entanto, não foram suficientes para barrar sua vontade de vencer desafios, como a recente conclusão de um livro de poesias.
Taniguti publicou neste mês em Curitiba a obra batizada de “Meus Primeiros Passos”, em que conta e canta sob a forma de rimas e metáforas o que é sua vida e as lições de superação, angústias e expectativas que marcam sua trajetória ao lado de familiares e amigos.
Estudante da faculdade de jornalismo, Marcio precisa da ajuda de uma cadeira de rodas para se locomover e usou uma ponteira presa à testa para digitar os versos.
As poesias falam de superação, amor, medo e agradecimento aos pais e da consciência de viver rodeado de limitações físicas impostas desde as complicações sofridas no parto, mas que não fizeram desisti-lo de viver.
O caldeirão de emoções exposto por Marcio pode ser resumido no poema “Sobre as pedras”, que abre o prefácio do livro: “Caminhando sobre as pedras/ Tentando me equilibrar/ Elas em movimento o tempo todo/ Com os meus passos/ Percebo que estou caminhando/ Em cima da minha vida”.  
Marcio digitou na tela de seu computador uma resposta ao ser perguntado pelo UOL Notícias sobre a ideia de escrever o livro: "Um dia eu estava no PC, fiz um poema e mostrei para minha mãe, ela gostou. Levei para a minha fonoaudióloga, que me deu a ideia de lançar um livro. E então eu não parei mais de escrever". Desde 2009, já são mais de 600 poemas, dos quais 70 fazem parte do livro.
"Ele se superou em tudo. O Márcio sempre teve força de vontade. O livro é mais um exemplo disso. Não pudemos ter presente maior. Desde que ele começou a faculdade de jornalismo (está no segundo semestre), nunca faltou. Sempre procuramos tratá-lo como uma pessoa normal", disse a dona de casa e mãe de Márcio, Márcia Taniguti, que acompanha o filho às aulas.
O pai, o aposentado Márcio Taniguti, contou que as sequelas da falta de oxigenação no cérebro, ocorrida durante o parto, começaram a ser percebidas quando o filho tinha seis meses de idade. A partir daí, eles começaram um tratamento intenso para que ele pudesse enfrentar todos as consequências que a paralisia cerebral provoca no corpo.
"Desde os seis meses de idade, quando foi detectado o problema, o tratamento do Márcio foi direto. Nunca pensamos em colocar ele numa cadeira de rodas e deixar num canto. Não foi o caso dele", afirmou o pai.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quando a memória ruim não é apenas sinal da idade


Por Jane E. Brody, The New York Times News Service/Syndicate



Quem não tem ocasionalmente lutado para se lembrar de uma palavra qualquer, ou o nome de alguém querido? Eu ainda estava na casa dos 40 quando o primeiro nome de minha madrasta, a quem eu conhecia há 30 anos, repentinamente me escapou. Tive de apresentá-la a um amigo como 'Sra. Brody’.
Mas para milhões de americanos com uma doença neurológica chamada transtorno cognitivo leve (TCL), lapsos para encontrar palavras e nomes são bastante comuns, junto a outros desafios como se lembrar de compromissos, dificuldade ao pagar contas ou perder a linha do pensamento no meio de uma conversa.
Embora não seja tão grave quando o mal de Alzheimer ou outras formas de demência, o transtorno cognitivo leve costuma ser um sinal dessas doenças que roubam a mente. O Dr. Barry Reisberg, professor de psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade de Nova York, que em 1982 descreveu os sete estágios do Alzheimer, considera a doença mais leve como Estágio 3 – uma condição de sutis déficits na função cognitiva que ainda permite que as pessoas vivam de forma independente e participem de atividades normais.
Uma das pacientes de Reisberg é um exemplo típico. Desde seu diagnóstico de transtorno cognitivo leve aos 78 anos, há dois anos e meio, a mulher aprendeu a usar o metrô, pilotou um avião pela primeira vez (com um instrutor) e continuou a curtir férias e visitas familiares. Mas ela também pagou duas vezes algumas contas e passa horas remexendo em papéis.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

VIDEOCONFERÊNCIA DO PROGRAMA BPC NA ESCOLA


VIDEOCONFERÊNCIA DO PROGRAMA BPC NA ESCOLA - NOVO PERÍODO DE ADESÃO
                REALIZADA PELO GRUPO GESTOR INTERMINISTERIAL
 
Com o propósito de divulgar o novo processo de adesão ao Programa BPC na Escola, que possibilitará a participação de novos municípios e a renovação dos compromissos anteriormente assumidos pelos Estados, Distrito Federal e Municípios que já integram o Programa desde 2008, bem como orientar o desenvolvimento das ações intersetoriais previstas para o biênio 2011/2012, será realizada videoconferência no dia 15 de setembro de 2011.
 
Os gestores e técnicos municipais poderão acompanhar através de transmissão on-line, podendo ser assistido por qualquer pessoa a partir do endereço http://www.saude.gov.br/emtemporeal
 
Solicitamos, se possível, sua colaboração na divulgação a todos os municípios de abrangência dessa Diretoria.
 
Contamos com sua participação!
 
Atenciosamente,
 
Yara Savine
Coordenadora Estadual do BPC/BPC na Escola
Tel.: (11) 2763-8268"

INSCRIÇÃO CURSOS DE ED. ESPECIAL - REDEFOR‏


As pré-inscrições para os cursos do Programa REDEFOR - Educação Especial - 2011 devem ser realizadas de 07 a 18 de setembro.
São 1600 vagas distribuídas em 7 cursos!
Para mais informações, consulte o Regulamento.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Escolas de idiomas têm métodos específicos para alunos com deficiência


Cada indivíduo carrega uma bagagem única. Esse pen samento é compartilhado por Eloisa Le Maitre Lima, pedagoga mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora da escola de idiomas Dice English Course, do Rio de Janeiro. Há 28 anos no mercado, a instituição de ensino se baseia na metodologia construtivista piagetiana, desenvolvida com a meta de ensinar a língua inglesa a alunos com deficiência visual. “Isso nos propicia um trabalho mais personalizado. Lecionar para crianças significa que o profissional deve aprender e gostar de trabalhar com ‘diferente’. Ele precisa sentir e, principalmente, no caso de crianças com deficiência, o tato, o corpo, o olfato e a audição são de extrema importância. E o método com o qual trabalhamos privilegia a audição, capacidade importantíssima para o aprendizado da língua por qualquer pessoa”, defende a especialista.